Medos que paralisam o mundo corporativo
Por Meiry Kamia
E mais uma vez Sérgio sentia aquelas sensações horríveis, mãos suando, taquicardia, um frio na barriga, um bolo na garganta, uma vontade de sair correndo, mas a consciência de que precisava ficar. Era sempre a mesma coisa. Aos 33 anos, Sérgio não conseguia controlar suas emoções toda vez que precisava falar em público, principalmente quando estava presente toda a diretoria. Sérgio era uma pessoa muito observadora e interessada. Durante o tempo que permanecera na empresa conseguira detectar as causas dos problemas mais importantes e pensara em algumas soluções possíveis e práticas. Gostara de suas idéias, mas precisava de uma oportunidade para explicitá-las. E aquela reunião, em especial, poderia decidir seu futuro profissional, mas as sensações físicas não permitiam que Sérgio se concentrasse e organizasse suas idéias e definisse o melhor momento para falar. Foi quando um dos diretores solicitou que os participantes dessem sugestões de como solucionar os problemas da empresa. Nesse momento, a onda na barriga de Sérgio piorou, seu estômago parecia sair pela boca, sua mente deu “um branco”, seu corpo simplesmente congelou e sua boca não abria. Ele simplesmente não conseguia por para fora todas as idéias nas quais pensara durante dias! Foi quando passou a ouvir alguns colegas de trabalho sugerindo, de forma muito primitiva, algumas das idéias que ele mesmo já havia pensado e elaborado de forma muito mais rica. Quando Sérgio, finalmente, conseguiu se controlar, só havia sobrado uma mísera idéia. A forma ideal de “vender” a idéia e o momento do impacto já haviam se passado. E Sérgio, mais uma vez, frustrado, teve que esperar um novo momento para mostrar sua competência.
O problema de Sérgio não é sua competência técnica, domínio ou conhecimento sobre seu trabalho, mas sim, a falta de competência emocional, ou seja, a falta de capacidade para controlar suas emoções.
Ao contrário do que muita gente pensa, a emoção é um fator extremamente importante para o sucesso profissional e para a qualidade de vida. Todas as emoções possuem funções adaptativas que são muito importantes para nossa sobrevivência e para nosso desenvolvimento como seres humanos. Entretanto, quando saem do controle, podem prejudicar o nosso desenvolvimento pessoal e profissional.
O MEDO é a emoção que tomou conta de Sérgio. O medo paralisa nosso corpo e o prepara para a fuga ou luta. No caso da fuga, a pessoa dá um jeito de se esquivar da situação, e, inconscientemente foi o que aconteceu com Sérgio, mesmo contra a sua vontade. A sensação corporal e psicológica é tão ruim que a pessoa não consegue enfrentar a situação e sucumbe. A reação ao medo também pode vir em forma de luta, que pode ser observada, em alguns casos, em pessoas que são muito agressivas e autoritárias. Elas utilizam a agressividade para mascarar a insegurança e manter as pessoas à distância e, desta forma, conseguem esconder seus sentimentos de incompetência, ou algum sentimento de menos valia.
O medo pode estar por trás de diversos comportamentos que paralisam o mundo organizacional:
Medo do Fracasso: gera insegurança e ansiedade tornando a pessoa demasiadamente preocupada com os ‘e se’, ‘e se eu não conseguir, ‘e se eu errar’, ‘e se não fizer certo’, etc. Também pode estar ligado ao medo de rejeição. Nesse caso, a pessoa pode ter uma crença inconsciente de que deve ser perfeita e fazer tudo perfeito, pois se assim não for, não terá o amor e a admiração das outras pessoas. Resultado: 1) falta de iniciativa: pessoa não toma iniciativa por medo de errar; 2) perda do foco nos resultados: a pessoa fica tão preocupada em se cercar de que tudo está sob seu controle, em não errar, que acaba perdendo grandes oportunidades. Seu foco passa a ser os obstáculos a serem enfrentados e não a meta principal; 3) Procrastinação: a pessoa vai adiando eternamente seus planos e nada concretiza , pois teme a possibilidade de fracasso.
Medo de não ser suficientemente bom: são preocupações excessivas sobre o próprio desempenho e o julgamento alheio. Pessoas que sofrem desse tipo de medo, ao término da atividade, da reunião, de uma apresentação, ou seja lá do que for, costumam trazer à memória as cenas da situação analisando cada detalhe e avaliando seu desempenho baseado em supostos julgamentos alheios ‘será que falei alguma bobagem?’, ‘será que eles gostaram do meu desempenho?’, ‘estavam me olhando estranho, acho que não gostaram’, etc. Resultado: 1) Perda do foco: pessoa gasta muito tempo pensando em situações que não voltarão mais. É o chamado “pensamento ruminante” pelo fato do mesmo pensamento voltar várias vezes à memória com preocupações que não irão ser resolvidas. Por exemplo, nós não temos controle sobre a percepção das outras pessoas e não tem como adivinhar o pensamento de cada uma delas. 2) Falta de iniciativa, insegurança e preocupação excessiva: pessoa congela frente aos desafios por medo do julgamento alheio.
Medo do Sucesso: por incrível que pareça muitas pessoas têm medo do sucesso. Em suas crenças inconscientes funcionam afirmações como ‘depois do sucesso vem o fracasso’, ‘quanto mais alto maior o tombo’, ‘quero ser rico, mas não quero trabalhar’, e por aí vai. Ou então, sentem-se mal ou até mesmo culpadas por estarem em situação privilegiada em relação às outras pessoas. Por conta disso, boicotam-se o tempo todo não aceitando maiores responsabilidades, atravancando seu próprio sucesso profissional. Resultado: 1) Falta de comprometimento: a pessoa evita se comprometer para não ter maiores responsabilidades. 2) Auto-sabotagem: evitam chamar atenção, evitam ficar em primeiro lugar, evita receber elogios.
Existem outros medos que atravancam nossa vida pessoal e profissional. Mas a boa notícia é que há solução para todos. A Inteligência Emocional é justamente a capacidade de reconhecer as emoções que surgem, como surgem e por que surgem, para depois canalizá-las a nosso favor. Isso requer auto-conhecimento, que só pode ser adquirido pela auto-observação. No caso do medo, existem técnicas muito eficazes que, utilizadas em conjunto, ajudam a aumentar a autoconfiança, a auto-estima, modificar padrões de pensamento e desbloqueio emocional, auxiliando a pessoa a resgatar seu poder pessoal perante a vida e às situações.
O objetivo do trabalho é fazer com que a pessoa resgate a espontaneidade, pois sem ela não há criatividade. O medo bloqueia todo nosso potencial criativo. E criatividade tem a ver com felicidade e motivação.
O medo nunca deixará de existir, mas podemos ir em busca dos nossos sonhos apesar do medo. Isso se chama coragem. É o agir com o coração, superando o medo, com a força da alma em busca de um objetivo. Investir em Inteligência Emocional é mais do que apenas retirar bloqueios, é também investir em sua felicidade e auto-realização.
Links relacionados:
* Workshop de Inteligência Emocional – MÓDULO 1: O MEDO - Workshop em 04 DE JUNHO DE 2011.
Em busca da Igualdade nas Organizações
No mundo dos negócios, faz diferença ser homem ou mulher? Os dados de pesquisas indicam que sim, e muita!
Por Meiry Kamia
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Não há como negar que as mulheres chegaram para ficar no mercado de trabalho. Elas levam à sério seu trabalho e investem pesado para alavancar a carreira profissional. Dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) mostram que o nível de escolaridade feminina se mantém superior à masculina, desde a década de 90. Entretanto, tanto esforço e investimento, infelizmente, não se refletem em salários igualitários e chances iguais de crescimento profissional.
Consultorias especializadas em cargos e salários indicam que, no Brasil, as mulheres ainda ganham, em média, entre 15% a 25% menos que os homens. E, com relação à ocupação de cargos de gerência, os números deixam ainda mais a desejar para o universo feminino. Lobos, autor do livro “Amélia, Adeus” (2003) cita que, das 500 maiores empresas do país, as mulheres ocupam apenas 4,1% dos altos cargos. E complementa: “Se nas empresas brasileiras a discriminação contra a mulher não existisse, hoje haveria exatamente 750 delas nas equipes gerenciais das 300 maiores corporações do país. No entanto, são apenas 63” (p. 81-82).
Diversos estudos organizacionais confirmam a existência do fenômeno denominado “Teto de Vidro”, que seria uma espécie de “barreira invisível” que as mulheres enfrentam para ocuparem cargos mais elevados na hierarquia organizacional. Com o passar do tempo, essas barreiras se tornaram mais sutis e difíceis de detectar. E é justamente por parecer que as barreiras desapareceram é que temos a falsa impressão de que as mulheres tenham se igualado aos homens nos altos escalões das empresas.
Como resultado, se faz necessário um maior investimento psíquico por parte das mulheres na luta pelos mesmos cargos, principalmente quando entra em questão a conciliação com o espaço doméstico. Muitas vezes, a família e a maternidade, colocam em xeque a carreira profissional da mulher, pois grande parte dos encargos domésticos ainda permanece sob responsabilidade das mulheres. Sendo assim, a vida profissional concorre com a vida privada da mulher em seu papel de mãe e esposa. E tanto na percepção dos homens como das mulheres existe a expectativa de que a mulher abdique da vida profissional em prol do lar.
Gostaria de chamar a atenção para o parágrafo acima, pois nele é possível observar que os comportamentos, as percepções, os papéis sociais que desempenhamos em nossa sociedade nada mais são que reflexos de crenças e valores socialmente compartilhados. A educação pressupõe a formação de valores, então, se pensamos da forma como pensamos é porque fomos educados assim. Partindo desse pressuposto, isso significa que toda essa dificuldade que as mulheres enfrentam no mundo dos negócios nada mais é que o reflexo da educação que nossos bisavós deram para os nossos avós, e esses últimos, para nossos pais.
Sendo assim, é fácil perceber que as mulheres executivas ainda sofrem com as amarras dos papéis sociais tradicionais. E sofrem com a falta de papéis de mulheres executivas de sucesso em que possam se espelhar. Ao adentrarem no mundo dos negócios, as mulheres acabam provocando mudanças profundas no nível dos papéis sociais, o que gera muita angústia não só para as próprias mulheres, mas também para os homens e filhos, que precisam aprender a lidar com essa outra imagem de mulher e se adaptarem às novas responsabilidades que surgem em conseqüência disso. É difícil para os homens perderem as mulheres submissas. É difícil para os filhos perderem a mãe cem por cento disponível. Porém, o que se perde de um lado, se ganha de outro. Por outro lado, os filhos e maridos ganharão mulheres mais felizes, mais completas, mais femininas e mais humanas.
É importante enfatizar que, nesse processo, as mulheres não são apenas vítimas de uma situação. Ao contrário, são co-agentes, co-criadoras de uma realidade e formadoras de opinião. Se a responsabilidade maior pela educação ainda é da mulher, então, grande parte dos valores considerados machistas também foi e é disseminado por elas. Uma transformação mais rápida da sociedade depende diretamente dos valores e das atitudes compartilhados pelas próprias mulheres. E as perguntas que ficam são “Que valores estamos passando para nossos filhos?” e “Em que mundo gostaríamos que eles vivessem?”.
Comportamentos que causam demissões
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Cláudio, 25, ficou entusiasmado quando Beatriz, do RH, o convocou para uma reunião. Pensou “acho que agora sai a minha tão merecida promoção! Afinal, me empenhei muito para terminar o MBA e o curso necessário para a minha promoção.”. Entretanto, para a surpresa de Cláudio a reunião não trataria de sua promoção, mas sim, de sua demissão.
Ao receber a notícia, Cláudio ficou atônito, congelado. Com o olhar fixo em Beatriz, enquanto ela continuava a falar, Cláudio tentava entender o que estava acontecendo. Pensou consigo mesmo “mas como? Eu sempre trabalhei tão bem, tão animado, sempre mostrando o meu melhor… como pode?”. Com esforço voltou ao momento presente, esforçando-se para entender as justificativas expostas por Beatriz. Ela comentava sobre as reclamações dos colegas e dos superiores. As reclamações dos colegas giravam em torno das brincadeiras fora de hora e piadas de mau gosto que acabavam ofendendo os colegas e causando mal estar. As reclamações da chefia estavam relacionadas ao comportamento de Cláudio, considerado, muitas vezes arrogante e cínico ao defender suas idéias, principalmente nos momentos de conflitos de idéias, o que acabava por gerar muitas intrigas em reuniões que poderiam ser produtivas. Todos concordavam que Cláudio era um bom profissional, inteligente, competente, tinha boas idéias, era responsável, mas por outro lado, acabava atravancando todo o processo por conta do seu comportamento indomável.
Cláudio não podia acreditar no que estava ouvindo. Tentava a todo custo rebater todas as colocações de Beatriz dizendo “mas eu não sabia que as pessoas se ofendiam tão facilmente, eu estava só tentando ser agradável!”, “mas eu só estava defendendo os interesses da empresa, tem gente que não entende isso e fica dando idéias que mais prejudicam do que ajudam!!”, “isso tudo o que eu estou ouvindo é um absurdo!”. A reunião terminou em discussão e Cláudio foi demitido.
A história de Cláudio mostra que a emissão de alguns comportamentos podem ser cruciais para o sucesso ou fracasso profissional.
O problema de Cláudio não era a competência técnica, mas sim comportamental. Entende-se como competências técnicas como sendo todo conhecimento e habilidades adquiridos por meio de cursos, workshops, etc., como por exemplo: cursos de graduação, pós-graduação, cursos técnicos, línguas, informática, entre outros.
Já as competências comportamentais são mais subjetivas e mais difíceis de medir tais como iniciativa, habilidade de comunicação, proatividade, habilidades interpessoais, empatia, entre outros.
No processo seletivo tenta-se averiguar as competências técnicas, por meio da análise do currículo, e as comportamentais por meio de dinâmicas e entrevistas. Entretanto, só se consegue averiguar algumas características no próprio dia-a-dia do trabalho.
Entendem-se como comportamentos inadequados aqueles que prejudicam o resultado da empresa seja no âmbito financeiro, de produção, desenvolvimento humano, e que firam a ética e o ambiente de trabalho. Podemos classificá-los seguinte forma:
- os que prejudicam o ambiente de trabalho: fofoca, intrigas, discussões, explosões de raiva, brincadeiras fora de hora, entre outros.
- os que prejudicam o desempenho do funcionário e os resultados financeiros da empresa: atrasos, faltas, uso abusivo da internet, uso do celular ou veículo da empresa para questões particulares, conversas pessoais em horário de expediente, etc.
- os que ferem a ética:, mentira, assédio moral, desvio de equipamentos e horários da empresa para ganhos particulares (fazer “bico” durante o horário do expediente).
Como lidar com os comportamentos inadequados? A melhor ferramenta para eliminar os comportamentos inadequados é o feedback utilizado dentro de um programa de desenvolvimento organizacional que também inclua avaliação do desempenho, treinamento & desenvolvimento dos funcionários, e até mesmo coaching para líderes.
É importante compreender que pessoas que emitem comportamentos inadequados, na maioria das vezes, não têm consciência das conseqüências de seus comportamentos, ou seja, não fazem por mal. Elas se comportam da forma como aprenderam a se comportar. Outras podem até saber que não se comportam adequadamente, mas não conseguem mudar, justamente porque não sabem, ou não aprenderam, a se comportarem de forma diferente.
Ao promover um programa de desenvolvimento organizacional, a empresa dá condições para que esse funcionário aprenda a se auto-avaliar de forma coerente, e por meio deste autoconhecimento, ele desenvolva habilidades interpessoais e aprenda formas mais adequadas de se comunicar e manifestar suas emoções. Em outras palavras, a empresa garante o desenvolvimento sustentável de seu melhor ativo: as pessoas.
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O Projeto Amurt Amurtel precisa de ajuda – Saiba como ajudar:
O Projeto Amurt Amurtel precisa de ajuda para continuar transformando pessoas e contribuindo para uma sociedade mais justa e amorosa.
Qualquer ajuda é bem-vinda!
Recursos materiais:
- Fraldas descartáveis
- Papel higiênico
- Material de limpeza
Material pedagógico:
- Papel Sulfite
- Papel Crepon
- Tintas Guache
- Pincéis
- Cartolinas
- Massinhas de modelar
- Cola, etc.
Recursos Financeiros:
- Banco do Brasil: 001; Agência 4353; conta corrente 50021-6; Favorecido: Associação Beneficente Amurt-Amurtel
- Banco Bradesco: 237; Agência 2792-8; conta corrente 11458-8; Favorecido: Associação Beneficente Amurt-Amurtel
Contato com a creche “Ananda Marga”: 11-3984-9857 (Andréa)
Contato com o CCA ”Caminhante do Céu”: 11-3982-6388 (Débora)
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Dia dos Pais!
Por Mario Kuniy. Vamos às compras! No Dia dos Pais, o comércio vibra com a possibilidade de aumento nas vendas. Talvez o momento do brasileiro não seja para gastanças. Foi se a época em que torrávamos o dinheiro pelo prazer de dar um presente. Desgastados com tantas promoções e liquidações, o brasileiro sofre um momento de reflexão de como NÃO GASTAR! Mas é difícil. O presente diminui (leia-se o valor gasto) a cada ano. Até as grandes propagandas na televisão diminuiram nesta época do Dia dos Pais. Mas penso, pelo menos uma caixa de chocolate (se ele não for diabético), ele merece! Na realidade, como pai, penso que é melhor uma poupança mal feita, do que um presente pago no limite do cheque especial ou seu cartão de crédito estourado. Sim, este é o conselho no Dia dos Pais: Melhor um abraço apertado, com um obrigado, do que um bolso furado ou seu nome no SPC! Guarde seu dinheiro com carinho! Não caia nas tentações do consumo!
Vampiros no ambiente de trabalho?
“Prezada Meiry,(…) comecei a perceber que quando chego no trabalho eu até que estou bem, mas depois de um tempo, começo a ficar cansada, mas é fisicamente cansada, entende? A empresa em que trabalho está demitindo muita gente, o que tem tornado o clima por aqui muito pesado. As pessoas estão reclamando bastante. Li seu texto sobre como produzir energia positiva e gostaria de saber se minha questão também tem a ver com energia e o que eu poderia fazer para me proteger. Obrigada. (A.M.T., empresa XXX).”
O que nossa leitora nos coloca em seu e-mail tem sim a ver com a questão das energias. Algumas pessoas ou situações realmente “sugam” a nossa energia. Saiba mais sobre como se proteger dos “vampiros energéticos”.
Por Meiry Kamia
Todos nós temos um campo de energia que é responsável pela manutenção do nosso corpo. Parte dessa energia é absorvida através dos alimentos, outra parte é
criada por nós mesmos, através dos pensamentos, emoções e sentimentos. O diferencial do ser humano evoluído é saber criar e manipular sua própria energia para benefício próprio e do mundo, e não depender apenas da energia adquirida por meio dos alimentos.
Cada pensamento criado em nossa mente é capaz de gerar energia. Quanto mais firme, intenso e persistente for o pensamento, ou seja, quanto maior for a intenção, mais forte será essa energia e maior impacto sobre a realidade ele terá.
Algumas pessoas conseguem criar, canalizar energia e realizar ações com mais facilidade que outras mesmo sem terem tido nenhuma informação anterior com relação a isso. Essas pessoas são diferentes porque possuem metas claras e objetivas, pensam com freqüência em suas metas e em como concretizá-las, isso faz com que grande parte da energia produzida por seus pensamentos não sejam desperdiçadas e sim direcionadas e transformadas em realidade.
Essa energia criada fica permeando o nosso espaço pessoal. Ela forma a nossa aura de energia. A aura tem uma vibração. A vibração será boa ou sutil se a qualidade da maioria dos pensamentos e sentimentos for de qualidade superior (ex: pensamentos de paz, prosperidade, gratidão, entre outros). Terá vibração negativa ou densa se a maioria dos pensamentos e sentimentos mais significantes girarem em torno de temas violentos, brigas, intrigas, reclamações, fofocas, entre outros.
Os chamados vampiros energéticos são pessoas normais, assim como eu, assim como você, e que em mais de 90% dos casos de forma inconsciente, sugam a energia de outros ao invés de produzi-la por si próprias, e assim tentam compensar de alguma forma.
Há várias formas de sugar energia. Uma das formas mais comuns é pelo sentimento de inveja. A inveja é o desejo de ter ou ser algo ou alguém. O vampiro lança, por meio de pensamentos e sentimentos, uma espécie de ganchos energéticos em direção à pessoa possuidora do objeto ou situação desejada. É o chamado “olho gordo” no ditado popular. O vampiro terá sucesso caso a vítima não tenha se protegido previamente desse tipo de ataque.
Outra situação muito comum é a própria vítima se colocar à mercê do “vampiro”. Isso acontece, por exemplo, quando contamos a alguém uma situação que nos tenha irritado ou desapontado muito. Ao contar a história, o sentimento de raiva reaparece. E cada vez que manifestamos uma emoção temos uma descarga energética extra que sai do nosso corpo e assim abrimos canal para o vampirismo. Vampiros se alimentam dessa energia jogada para o ambiente e incentivam que continuemos produzindo essa energia. E perguntam “é mesmo? E o que mais aconteceu? Conte mais!” parecem realmente gostar da história. Ao incentivar a raiva do outro, o vampiro vai se alimentando da energia da vítima.
Outra forma de vampirismo é quando o um(a) amigo(a) pede para conversar e começa a contar as várias desgraças que estão acontecendo em sua vida. Você, ouvinte, estando totalmente desprotegido(a) energeticamente, acolhe as informações. Ao sentir pena, tristeza, raiva, ou qualquer outro sentimento pelo seu colega, você joga no ambiente sua energia vital, que é prontamente sugada pelo vampiro. É por isso que, muitas vezes, você se sente cansado(a) logo após o desabafo de alguma pessoa amiga. Inconscientemente ela sugou sua energia. Isso não significa que ela seja uma pessoa má, uma vez que ela não tinha essa intenção. Significa apenas que você não soube se defender do ataque inconsciente. Também não estou dizendo que devamos ser insensíveis, longe disso! O que quero dizer unicamente é que precisamos apenas nos defender de ataques conscientes e/ou inconscientes poupando nossa energia para o que realmente importa.
Algumas dicas de como se proteger dos vampiros energéticos e evitar que você aja como um:
- Todos os dias, antes de sair de casa, proteja-se criando em torno de si uma bolha protetora. O procedimento é muito simples. Em postura de oração, mentalize a bolha e peça: “Oh Deus todo poderoso existente em meu coração, trace em torno de mim uma bolha de luz protetora. Torna-a tão potente que nada de mal possa penetrar. Torna-me invisível, invencível e invulnerável a tudo o que não seja o seu amor, o seu poder e a sua sabedoria. Obrigado Deus todo poderoso por atender ao meu apelo”. Ao fazer a oração imagine a bolha de luz bem brilhante sendo criada formando um escudo protetor onde nada de mau entra, mas o amor é capaz de sair. Desta forma você se protege de ambientes “carregados” como no caso da nossa leitora “A.M.T”.
Outras dicas importantes:
- Ao contar uma história para alguém pense primeiro se realmente há necessidade de falar sobre aquele assunto. Pois muitas vezes, comentamos coisas desnecessárias apenas pelo hábito de fofocar ou falar mal de alguém. Lembre-se que ao despertar as emoções lançamos energia extra para o ambiente. Se, por exemplo, a tristeza for despertada em você, é você quem se colocará a mercê de um provável vampiro. O contrário também pode acontecer: ao induzir a emoção no colega, você pode estar atuando como um vampiro sugando a energia que ele descarrega.
- Mesmo pessoas que se mostram sempre felizes são alvos de vampiros, por isso é importante traçar a bolha de proteção antes de sair de casa.
- Ao passar por uma situação ruim, por alguma injustiça, por exemplo, tente refletir sobre o que aconteceu e qual a lição a ser aprendida por meio daquela ocorrência. Tente amenizar a emoção negativa trabalhando a energia do perdão.
- Não fique neurótico com essa história de vampirismo energético. Trate do assunto como algo natural. Apenas se proteja e confie. O medo não é uma emoção que deva ser incentivada.
- Tente eliminar o sentimento de culpa, pois ela não nos deixa pensar e aprender com erros e ocorrências da vida, além de trazer emoções desagradáveis e desgastantes. Trabalhe o perdão a si mesmo(a).
- Desenvolva a confiança em si mesmo(a). Isso ajuda a proteger seu campo energético. Ao orar, focalize sua atenção no chakra da região do coração. Ele fortalecerá sua auto-confiança.
Assuntos relacionados:
Projeto Social – Atividades Realizadas em 2009
- Assistência a criança de 1 anos a 3 anos e 11 meses, através da Educação Infantil
- Aulas ministrada na creche, em período diurno integral, de segunda à sexta-feira
- Assistência a crianças e Adolescentes de 4 a 11 anos em ½ período com atividades diversas para melhor desenvolvimento social, cultural dos indivíduos
- Interação comunitária por meio de eventos sócio culturais:
- Festa Junina (as crianças fazem apresentações de dança, realizamos também o concurso de Miss e Mister Caipira e Rei e Rainha da Pipoca com premiações)
- Festa das Crianças (em comemoração ao dia das crianças realizamos pela manhã um concurso de pintura para toda a comunidade em que podem participar todas as crianças de 4 a 12 anos de idade. A melhor pintura de cada faixa etária recebe um prêmio. No período da tarde realizamos gincanas e atividades recreativas, depois da diversão as crianças recebem um lanche e cada um recebe brinquedo)
- Festa de Natal: distribuímos para toda a comunidade panetones, bolos e uma cesta básica e para as crianças da creche realizamos uma campanha de apadrinhamento, cada criança recebe de seu padrinho roupas, sapatos e brinquedos
- Funcionamento do “clube de Mães” com reuniões interativas destinadas à melhoria bio-psicológica de suas integrantes, através de atividades como:
- curso de auto-estima (abordagem, suporte psicológico, caminhos para soluções de problemas, novos paradigmas sociais)
- Criação de estratégias para ampliação das oportunidades no mercado de trabalho
- Distribuição de roupas e calçados semi-novos para a comunidade
- Doação de cobertores em parceria com o Fundo Social
- Distribuição de leite em parceria com o Ministério da agricultura e Abastecimento, através do programa “Viva Leite”, com 90 famílias sendo beneficiadas mensalmente
- Parcerias na área da saúde:
- Dentista Dr. Alessandro (faz tratamento periódico e prevenção)
- Palestra sobre higiene bucal com profissionais da área
- Conscientização sobre os direitos da mulher através de palestras com profissionais da área jurídica
- Aulas de yoga e relaxamento para crianças
- Excursões ao Jardim Zoológico, Parque da Mônica, Parque Ibirapuera, e algumas vezes ao ano cinemas e teatros.
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Objetivos do Projeto Social no Jardim Peri Alto
O Jd. Peri Alto localiza-se na Zona Norte da Cidade de São Paulo, SP, e caracteriza-se por uma alta densidade populacional e
extrema pobreza agravada pela ausência de recursos sociais suficientes para atender a população existente. As moradias são dos mais variados tipos, ou seja, vão desde casas de alvenaria, passando pelas de madeiras, até chegar aos barracos, mas precários. O saneamento básico ainda não contemplou toda a favela, o que facilita a incidência de doenças afetando principalmente as crianças e adolescentes, já vitimizados pela carência alimentar sem o acesso devido aos recursos de saúde, seja para tratamento preventivo ou curativo, com alto número de crianças e adolescentes excluídos de atendimento social, educativo, de lazer, cultural e de saúde. A violência e o tráfego de drogas estão evidenciados diariamente nos diferentes veículos de comunicação, necessitando a região, desta forma, definir locais onde as crianças e adolescentes possam ficar em segurança, recebendo informações e formação para o seu pleno desenvolvimento.
Os Projetos CEI LAR DE CRIANÇA ANANDA MARGA e CCA CAMINHANTE DO CÉU é uma alternativa de grande valor para a comunidade local, evitando que seus filhos fiquem sob a mira dos traficantes e evitando conseqüentemente uma morte prematura. Quanto aos recursos sociais
existentes, podemos dizer que a região possui Creches, Escolas Estaduais e Municipais, Postos de Saúde, Hospital, porém insuficiente para o uso da população moradora.
A Associação Beneficente de Amurt Amurtel propõe atuar como articuladora e fomentadora de espaços de inclusão social para combater situações de injustiça e negligencia vivida por crianças e adolescentes que estão em situações de vulnerabilidade e risco desta comunidade, dando respaldo também as famílias.
OBJETIVOS GERAIS
- Respeitar a integridade e os direitos das crianças e adolescentes, consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas,
religiosas; - Proporcionar o direito das crianças e adolescentes, de brincar, como forma particular de expressão, pensamento, interação e comunicação infantil;
- Proporcionar às crianças acesso aos bens sócio-cultural disponíveis, ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, comunicação, à interação social, ao pensamento, à ética e à estética;
- Oferecer um espaço de socialização das crianças por meio da sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma;
- Atender aos cuidados essenciais associados à sobrevivência e ao desenvolvimento de sua identidade;
- Incentivo ao adolescente a permanência na escola com freqüência regular e melhora aproveitamento do aprendizado.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Desenvolvimento a capacidade da criança de maneira heterogênea, pois é um trabalho, orientado pela educação Neo-Humanista, que tem por função
criar condições para o desenvolvimento integral de todas as crianças, considerando, também, as possibilidades de aprendizagem que apresentam nas diferentes faixas etárias. - É através do brincar que a criança e Adolescente desenvolve as suas capacidades de ordem física, afetiva, cognitiva, ética, estética, de relação interpessoal e inserção social.
- As capacidades de ordem física estão associadas à possibilidade de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, ao auto-conhecimento, ao uso do corpo na expressão das emoções, ao deslocamento com segurança. Serão realizadas atividades físicas, jogos, exercícios, prática de esportes em grupo, danças, de forma a desenvolver a força, a coordenação e o equilíbrio, além de lições de posturas de yoga.
- As capacidades de ordem cognitivas estão associadas ao desenvolvimento dos recursos para pensar, o uso e a apropriação de formas de representação e comunicação envolvendo resolução de problemas. As capacidades de ordem afetiva estão associadas à possibilidade de produção artística e apreciação desta produção oriunda de diferentes culturas.
As capacidades de ordem ética estão associadas á possibilidade de construção de valores que norteiam a ação das crianças. As capacidades de relação interpessoal estão associadas à possibilidade de estabelecimento de condições para o convívio social. Isso implica aprender a conviver com as diferenças de temperamento, de intenções, de hábitos e costumes, de cultura etc. As capacidades de inserção social estão associadas à possibilidade de cada criança perceber-se como membro participante de um grupo de uma comunidade e de uma sociedade.
- Desenvolver diferentes trabalhos práticos de modo que a criança e Adolescente:
- Desenvolva uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepções de suas limitações;
- Descubra e conheça progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolva e valorize hábitos de cuidados com a própria saúde e bem-estar;
- Estabeleça vínculo afetivo e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social;
- Estabeleça e amplie cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvimento atitudes de ajuda e colaboração;
- Observe e explore o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;
- Participe de um conteúdo ecológico que se dá pela demonstração das leis da natureza. Em contato com as plantas, o solo, a água, os animais, respeite o equilíbrio ecológico.
- Brinque e expresse emoções, sentimento, pensamentos, desejos e necessidades;

- Utilize as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva. Tendo em conta a orientação neo-humanista, são favorecidas as atividades que desenvolvam a sensibilidade, criatividade, a intuição, a fantasia, de forma a expandir a mente dos educandos, viabilizando um estado mais sutil de consciência. Diariamente são desenvolvidos trabalhos artísticos, com aulas de música, canto, pintura, dramatização livre e dirigida, colagem, etc. Nestas atividades são desenvolvidos ritmo e harmonia, favorecendo o convívio em grupo, o respeito aos semelhantes e à natureza.
- Conheça algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes, respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade.
- Criar um ambiente de cuidado que considere as necessidades das diferentes faixas etárias acompanhando todo o processo de desenvolvimento físico que atenda às necessidades e características das crianças.
- Considerando que um dos fatores mais importantes para uma boa saúde é a dieta alimentar balanceada e nutritiva. A alimentação oferecida é balanceada e elaborada por nutricionista, oferecendo-se quatro refeições ao dia buscando a utilização das diversas fontes de nutrientes e vitaminas.
- Orientar em relação à higiene e saúde é um trabalho que se estende aos pais e a toda a comunidade.
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Por que é difícil controlar o seu dinheiro?
Por Mario Kuniy
Quantas pessoas sabem realmente cuidar do próprio dinheiro? Não há estatística, mas se olharmos ao redor, o nível de inadimplência, e o lucro dos bancos, não é difícil adivinhar! Há vários inimigos: O juro alto, ansiedade de gastar, stress, tentações de liquidações e promoções das lojas, datas comemorativas (Dia dos Pais, dos namorados, etc.). Como resolver o problema? Uma das dicas é controlar todas as despesas e não gastar mais do que ganha. Se quiser saber mais, contate: mario@hvalue.com.br, ou acesse www.hvalue.com.br. Mario Kuniy



